A retirada foi estabelecida há dois anos. Cerca de 4,5 mil norte-americanos morreram no território iraquiano durante mais de duas décadas de guerra.
Em declaração ao Senado norte-americano, divulgada nessa segunda, o Departamento de Defesa dos EUA afirmou que “concluiu com segurança” a missão no Iraque contra terroristas e agora transfere a liderança para as Forças de Segurança Iraquianas.
A saída dos Estados Unidos, segundo especialistas ouvidos pela Agência Reuters, representa uma vitória das várias facções iraquianas armadas e apoiadas pelo Irã.
As forças norte-americanas invadiram o Iraque em 2003, para derrubada do ditador sunita Saddam Hussein. Em seguida, instalaram um governo liderado por xiitas, tendo se retirado pela primeira vez em 2011. Eles retornaram três anos depois para combater o grupo sunita Estado Islâmico.
O Iraque tem sido o único país a manter alianças políticas e militares tanto com os Estados Unidos quanto com o Irã.
Este ano, sete dos dezoito militares norte-americanos mortos por ataques de forças iranianas estavam justamente no Iraque.
Washington acusa milícias iraquianas, apoiadas pelo Irã, de atacar países vizinhos sob orientação de Teerã. O caso mais recente foi o ataque a um oleoduto saudita neste mês.
Autoridades de segurança iraquianas dizem que a retirada dos EUA pode renovar a atuação do Estado Islâmico.
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Com informações da Agência Brasil



