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Home»São Paulo»20 anos da Lei Maria da Penha: saiba como identificar a violência contra a mulher e acionar a rede de proteção em SP
São Paulo

20 anos da Lei Maria da Penha: saiba como identificar a violência contra a mulher e acionar a rede de proteção em SP

adminBy adminagosto 7, 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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Mulheres que sofrem violência no estado de São Paulo têm uma rede de apoio para denunciar agressões e buscar proteção. Nesta sexta-feira (7), completa 20 anos a Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para prevenir e proibir a violência contra a mulher. Para reforçar a importância do tema, neste mês é realizada a campanha do Agosto Lilás, dedicada à conscientização e à importância do enfrentamento da questão.

A violência contra a mulher não se refere apenas a agressões físicas. A Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas que podem ocorrer de maneira isolada ou simultânea, como ofensas verbais, ameaças, humilhações, controle financeiro e do direito de ir e vir, perseguição, violência sexual e danos ao patrimônio. 

Identificar esses sinais é um passo importante para interromper o ciclo de agressões e buscar ajuda. 

LEIA TAMBÉM: 20 anos da Lei Maria da Penha: veja 21 serviços públicos essenciais voltados às mulheres no estado de São Paulo

Veja os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha

A legislação brasileira descreve seis formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, que podem ocorrer de maneira isolada ou simultânea. Cada uma possui características específicas e pode causar danos distintos à vítima. A identificação ajuda a romper ciclos de violência. Veja abaixo:

  • Violência física: É qualquer conduta que cause lesão ou coloque em risco a integridade física da mulher, como empurrões, tapas, socos, queimaduras, estrangulamento ou uso de armas.
  • Violência psicológica: Inclui ameaças, humilhações, isolamento, perseguição, vigilância constante, controle da rotina, manipulação e outras práticas que provoquem sofrimento emocional ou prejudiquem a autoestima e a liberdade da mulher. 
  • Violência sexual: Ocorre quando a mulher é obrigada a manter relação sexual sem consentimento, impedida de utilizar métodos contraceptivos ou forçada a práticas sexuais contra sua vontade.
  • Violência patrimonial: É caracterizada pela retenção, subtração ou destruição de documentos, dinheiro, cartões bancários, objetos pessoais, instrumentos de trabalho, bens, valores ou recursos econômicos da mulher. 
  • Violência moral: Envolve calúnia, difamação, injúria e outras formas de ofensa à honra da mulher.
  • Violência vicária: É praticada contra filhos, familiares, dependentes ou pessoas próximas à mulher com a intenção de causar sofrimento, intimidá-la, controlá-la ou atingi-la emocionalmente. 

Violências silenciosas que podem ser difíceis de identificar

Nem toda violência deixa marca. Algumas são silenciosas, difíceis de identificar, mas impactam a vida e a liberdade das mulheres todos os dias. Veja algumas:

  • Controle disfarçado de cuidado: quando alguém decide com quem você fala, onde você vai ou o que pode vestir.
  • Voz invalidada: ridicularizar, interromper, menosprezar opiniões ou decisões. Tudo isso é violência psicológica.
  • Culpar você por tudo: pressões emocionais, chantagens e manipulações que fazem a mulher se sentir responsável pelo comportamento dos outros.
  • Quando tiram sua autonomia: controlar seu dinheiro, impedir que trabalhe, supervisionar cada gasto.
  • Intimidade como arma: quando fotos, mensagens ou informações pessoais são usadas para te intimidar.

Como denunciar e pedir ajuda

Em situações de emergência, a orientação é ligar imediatamente para o 190, da Polícia Militar.

Também é possível registrar boletim de ocorrência em uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou em qualquer delegacia de polícia. O registro pode ser feito ainda pela Delegacia Eletrônica, nos casos previstos pelo serviço.

Além do atendimento policial, mulheres em situação de violência podem buscar orientação e encaminhamento por meio de serviços especializados disponíveis no estado.

Familiares, amigos, vizinhos e outras pessoas que presenciarem ou tiverem conhecimento de uma situação de violência também podem comunicar o caso às autoridades. 

Serviços disponíveis

  • Aplicativo SP Mulher Segura

O aplicativo reúne diferentes serviços voltados às mulheres, permitindo registrar boletins de ocorrência, consultar informações sobre a rede de atendimento e utilizar o Botão do Pânico para mulheres que possuem medida protetiva. Também permite cadastrar um contato de emergencia e acessar materiais informativos sobre violência doméstica.

O serviço funciona dentro do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Quando uma ocorrência de violência doméstica é registrada pelo telefone 190, policiais femininas treinadas prestam atendimento especializado, orientam a vítima sobre seus direitos, acompanham o atendimento da equipe policial e fazem o encaminhamento para a rede de apoio quando necessário.

Realiza o acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas e fiscaliza o cumprimento das determinações judiciais. As equipes também realizam visitas e monitoramento de casos considerados prioritários.

  • Monitoramento eletrônico de agressores

Por determinação judicial, agressores podem ser monitorados por tornozeleiras eletrônicas. O sistema permite acompanhar a localização em tempo real e emitir alertas quando há aproximação da vítima ou descumprimento das condições impostas pela Justiça, possibilitando o acionamento das equipes policiais. 

  • Delegacias de Polícia de Defesa da Mulher e Salas DDM 24 horas

As DDMs são unidades da Polícia Civil especializadas no atendimento a mulheres em situação de violência e conta com unidade que funcionam 24hs. O estado também conta com Salas DDM instaladas em delegacias e plantões policiais. Nesses espaços, a mulher recebe atendimento especializado e humanizado, inclusive por videoconferência, durante as 24 horas do dia.

Presentes em unidades da Polícia Civil, do Instituto Médico Legal (IML) e em alguns serviços de saúde, as Salas Lilás oferecem atendimento reservado às mulheres vítimas de violência, proporcionando maior privacidade durante procedimentos periciais e encaminhamentos para atendimento psicológico, social e jurídico.

As Casas da Mulher Paulista são espaços de referência para acolhimento, atendimento psicossocial, orientação jurídica e assistência social. As unidades também desenvolvem ações de capacitação, autonomia financeira e encaminhamento para os demais serviços da rede, de acordo com a necessidade de cada mulher.

A unidade móvel percorre municípios paulistas oferecendo orientação sobre direitos, acolhimento psicológico, atendimento social e informações sobre os serviços disponíveis para mulheres em situação de vulnerabilidade.

  • Circuito Integrado de Proteção às Mulheres – SP Por Todas

O Circuito Integrado reúne, em uma unidade móvel, diferentes órgãos da rede de proteção e do sistema de Justiça. No mesmo espaço, a mulher pode receber acolhimento psicossocial, orientação jurídica, apoio para o registro de ocorrência, solicitação de medida protetiva, atendimento da Defensoria Pública e encaminhamentos ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e à rede municipal.

LEIA TAMBÉM: Conheça 5 serviços de apoio às mulheres durante os deslocamentos em São Paulo

Atendimento em saúde

Mulheres vítimas de violência também podem procurar atendimento em hospitais da rede estadual contam com núcleos de atendimento humanizado e escuta qualificada para mulheres vítimas de agressão. Além do cuidado médico, os serviços de saúde realizam acolhimento, notificações obrigatórias previstas em lei e encaminhamento para outros órgãos da rede de proteção quando necessário.

Quando procurar ajuda

A violência pode começar de maneira sutil e se intensificar com o tempo. Situações como ameaças frequentes, controle sobre amizades e deslocamentos, restrição ao acesso ao dinheiro, agressões verbais, destruição de objetos, perseguição ou qualquer episódio de violência física ou sexual são sinais de alerta.

Além da vítima, familiares, vizinhos e amigos também podem comunicar situações de violência às autoridades quando identificar risco à integridade da mulher. A denúncia pode contribuir para interromper o ciclo de violência e possibilitar o acesso aos serviços de proteção disponíveis.

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Com informações do Governo de São Paulo

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