Foram confirmados 121 casos da doença no país. Existem ainda 1.077 casos suspeitos e 238 possíveis mortes pela doença.
Os dados mostram a persistência da epidemia, avaliada pelo diretor-geral da OMS como “profundamente preocupante”, porque está se espalhando rapidamente. No último dia 17, a instituição declarou o surto como emergência de saúde global.
A médica Carolina Lázari, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, destaca que a preocupação da OMS com uma epidemia regional se deve à fragilidade da região.
“É uma região fronteiriça, com uma grande permeabilidade dessas fronteiras, ou seja, há transito de pessoas entre os países sem controle. É região de conflito armado, de vulnerabilidade social, então isso dificulta tanto o acesso das pessoas aos serviços de saúde para receber diagnóstico e medidas de isolamento como também o deslocamento e o acesso das equipes de saúde às comunidades para monitorar contatos e estabelecer medidas de contenção”.
A médica diz que o ebola tem alta letalidade e a transmissão acontece por meio de contato próximo, e não pelo ar. Por isso, o risco de uma pandemia, como foi com a covid-19, é baixo.
Brasil não tem registro da doença
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil não tem registro da doença. Mesmo assim, o país ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais. Com isso, intensificou a vigilância, especialmente em pessoas que estiveram no Congo e na Uganda, onde também foram registrados casos nos últimos dias.
O plano prevê a identificação precoce de eventuais casos suspeitos, notificação imediata, isolamento e monitoramento do paciente. Mas não deve adotar fechamento de fronteiras nem restrições a viagens e comércio.
*Com produção de Lygia Maria
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Com informações da Agência Brasil



