De acordo com o informe, as advogadas que representam os ativistas afirmaram na audiência que as acusações não têm fundamentos nem elementos que sustentem a detenção contínua. Na audiência anterior, foi apresentada apenas a lista de supostos crimes, como apoio à “organização terrorista”.
A equipe de defesa ressaltou que não existe ligação entre o fornecimento de ajuda a uma população civil por meio de uma flotilha humanitária e qualquer “organização terrorista”. Além disso, como eles foram sequestrados a mais de mil quilômetros de Gaza e não são cidadãos israelenses, a legislação israelense não se aplica a eles.
Apesar disso, o juiz decidiu pela prorrogação com base em provas sigilosas, que não foram apresentadas à defesa, afirmou a ONG.
As embarcações da missão humanitária foram interceptadas por Israel em águas internacionais, na última quarta-feira, nas proximidades da Grécia. Thiago Ávila e Saif Abukeshek foram levados para prisão em Askalan, cidade na costa de Israel, próxima à fronteira Norte de Gaza. Os relatos são de que sofreram tortura e espancamentos.
Há uma campanha nas redes sociais para que cidadãos do Brasil, Espanha e Suécia – Saif também tem cidadania sueca – pressionem Israel a liberar os ativistas.
Em nota no fim de semana, os governos do Brasil e da Espanha condenaram o sequestro de dois cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel e exigiram a liberdade dos dois. Afirmaram que é uma ação flagrantemente ilegal e uma afronta ao Direito Internacional e configura delito nas respectivas jurisdições.
Desde o início da invasão israelense em Gaza, em 7 de outubro de 2023, 72.615 pessoas foram mortas, 3 nas últimas 24 horas, e mais de 170 mil foram feridas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.
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Com informações da Agência Brasil



