Segundo Lula, menos de um terço do potencial mineral do Brasil já foi monitorado e o levantamento será feito por uma equipe especialmente designada.
Esses dias li uma matéria que os EUA têm interesse nos minerais críticos do Brasil. Ora, se eu nem conheço esse mineral e ele já é crítico, eu vou pegar ele para mim. Por que eu vou deixar para outro pegar? Nós estamos construindo uma parceria dentro do governo, com a criação de uma comissão ultraespecial. Primeiro, para que a gente faça o levantamento de todo o tipo de riqueza que o Brasil tem. Agora me parece que conhecemos o equivalente a 30%.
Os minerais críticos são essenciais para setores estratégicos, como tecnologia, defesa e transição energética. Entre eles estão o lítio, cobalto, níquel, usados em baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores. Lula defendeu que a produção mineral brasileira seja monitorada e utilizada para produzir riqueza para o próprio país.
Nós temos que autorizar a empresa a pesquisar sobre o nosso controle. A hora que a gente der autorização para uma empresa que ela achar, ela não pode vender sem conversar com o governo e muito menos ela vai poder vender a área que tem o minério. Porque aquilo é nosso. Aquilo é de uma pessoa chamada ‘povo brasileiro’. E o povo brasileiro tem que ter direito de usufruir dessa riqueza que essas coisas podem produzir. É simples assim. A gente não quer nada dos outros.
A fala se deu em função do interesse dos Estados Unidos na produção de minerais críticos no Brasil, e na ameaça de taxação nas exportações brasileiras pelo governo norte-americano. Lula citou os dois séculos de parceria entre os países, se mostrou favorável a negociar com parceiros internacionais e ponderou que a conversa é a melhor forma de resolver.
“A relação do Brasil com os Estados Unidos é uma relação muito séria. São 201 anos de relação diplomática. Já me dei com Clinton, com Obama, com Bush, Hillary Clinton, com Biden… Eu espero que o presidente dos EUA reflita a importância do Brasil e resolva fazer aquilo que no mundo civilizado a gente faz: tem divergência, senta em uma mesa, coloca a divergência de lado e tenta resolver”.
No último dia 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% nas exportações brasileiras ao país norte-americano a partir do dia 1º de agosto. Trump justificou a medida em represália ao fato de que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria sofrendo perseguição política. Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
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Com informações da Agência Brasil




