Imagens publicadas pelo Programa Alimentar Mundial, da ONU, mostram as equipes de ajuda humanitária descarregando sacos de farinha e grandes quantidades de massa sendo preparada em uma batedeira industrial. Durante o cessar-fogo, no início do ano, o programa chegou a participar da entrada diária de mais de 600 veículos.
O acesso de qualquer ajuda estava bloqueado desde o início de março. De acordo com o coordenador-chefe de ajuda humanitária, Tom Fletcher, ainda existem preocupações com segurança e saques das cargas, porque os atrasos nas aprovações das rotas inadequadas fornecidas por Israel dificultam o transporte, que deve ser negociado com líderes das áreas, para diminuir o risco de saques e garantir que os suprimentos cheguem aos mais necessitados.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 57 crianças já morreram de desnutrição, e mais de 70 mil menores de cinco anos deverão sofrer de desnutrição aguda nos próximos meses, se o acesso a alimentos e assistência médica continuar insuficiente. Após quase 20 meses de bombardeios israelenses, um em cada cinco habitantes de Gaza enfrenta a fome, segundo a Organização das Nações Unidas.
Nessa quarta-feira (21), o Papa Leão XIV havia feito um apelo, em sua primeira Audiência Geral, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Em seu discurso para 40 mil fiéis presentes, ele disse que a situação na Faixa de Gaza é “cada vez mais preocupante e dolorosa”. O Papa pediu para que fosse permitida a entrada de ajuda humanitária e o “fim das hostilidades”.
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Com informações da Agência Brasil




