Ligada aos movimentos por moradias populares na região de São Mateus, na zona leste da capital paulista, a deputada federal, Juliana Cardoso (PT), se reuniu com a prefeita de Ferraz de Vasconcelos, Priscila Gambale (Podemos), no Palácio da Uva Itália, na sexta-feira, dia 6. Na pauta, a petista (foto-blusa verde) se colocou à disposição para apoiar os moradores do Jardim Nova Ferraz, encravado na divisa da cidade com o bairro de Cidades Tiradentes. Na prática, os habitantes do bairro querem saneamento básico, energia elétrica, zeladoria e regularização fundiária.
Para Juliana Cardoso (3ª da esq p/dir), o objetivo é unir forças e assim fortalecer cada vez mais a luta dos moradores por benfeitorias no bairro e proporcionar mais qualidade de vida aos munícipes. Na ocasião, a deputada federal se comprometeu, por exemplo, a intermediar os contatos com a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), dona da área onde se localiza o Jardim Nova Ferraz. Aliás, a empresa pediu reintegração de posse, mas admite abrir mão, após Ferraz demonstrar interesse no imóvel.
Hoje, o processo tramita na justiça local e a última movimentação aconteceu no mês passado. Nela, o judiciário cobrou a manifestação da Cohab para, finalmente, decidir o assunto. De acordo com advogados presentes na reunião, na Prefeitura Municipal, a tendência é que a justiça ferrazense arquive o caso e, desta maneira, a companhia habitacional possa fazer a cessão da área para Ferraz de Vasconcelos, o que poderá ocorrer em breve. A doação será abordada em audiência nas próximas semanas em São Paulo.

Segundo Priscila Gambale, no caso da água e esgoto, a Sabesp não tem garantia jurídica para providenciar os investimentos agora, justamente, pelo fato de o bairro ainda não ser legalizado e, portanto, está impossibilitada de instalar o saneamento básico no Jardim Nova Ferraz. As obras também apresentam impactos ambientais, já que o Nova Ferraz encontra-se localizado em uma Área de Proteção de Manancial (APM) e, com isso, somente com a regularização fundiária poderão ser resolvidos. A ocupação no bairro começou há mais de 20 anos e, na atualidade, conta com mais 3,5 mil famílias.

Por Pedro Ferreira, em 09/10/2023.
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Com informações da Suzano TV



