Após leitura de obra, alunos da rede municipal refletem sobre funcionalidades e o uso da inteligência artificial
Vantagens e desvantagens da inteligência artificial também foram tema de projeto desenvolvido nas aulas de português e de educação digital na escola
Publicado em: 08/06/2026 13h06 | Atualizado em: 08/06/2026 
Com a curiosidade aguçada pela leitura do livro “Cabeça na Nuvem”, os alunos do sétimo ano da EMEF Paulo Nogueira Filho começaram uma nova etapa do projeto de leitura compartilhada com um olhar mais tecnológico. Durante a leitura da obra de ficção, na qual a inteligência artificial ganha uma autonomia que não era prevista, os estudantes passaram a refletir sobre como a IA está presente na realidade escolar e sobre as suas funcionalidades.
O intuito inicial do projeto da professora de português, Jéssica Alves da Silva, era apenas engajar seus alunos na leitura compartilhada. No entanto, o sucesso da obra foi tão grande que os 75 estudantes que participam do projeto começaram a analisar os livros lidos no ano passado. Por meio da elaboração de infográficos, os alunos observaram se a IA era capaz de captar a atmosfera da narrativa ou ainda distinguir se a obra era de um artivista ou quadrinista.
“Este é um projeto que iniciamos neste ano, e o retorno dos alunos tem sido positivo. Eles relatam que, além de estarem mais engajados com a leitura, ainda desenvolvem o pensamento crítico sobre a inteligência artificial e suas limitações”, afirmou a professora de português, Jéssica Alves.
Inteligência artificial além da ficção
Além do trabalho realizado nas aulas de português, a discussão das vantagens e desvantagens da IA segue presente no projeto desenvolvido pela professora orientadora de educação digital (POED), Érica Dario. Ao todo, 275 alunos participam ativamente de pesquisas, debates e interações com as ferramentas de inteligência artificial.
Entre as desvantagens apontadas pelos estudantes estão a preocupação com respostas incorretas ou baseadas em fontes não confiáveis, o receio de depender excessivamente da IA e “deixar de pensar”, o aumento do tempo de exposição às telas e o consumo de água e energia necessário para o funcionamento dos sistemas. Durante as pesquisas, os alunos descobriram que as inteligências artificiais utilizam data centers que demandam grandes quantidades de energia elétrica e, em muitos casos, água para resfriamento dos equipamentos.
Já entre as vantagens destacadas estão a agilidade nos estudos, a ampliação das possibilidades de criação, o aumento da acessibilidade por meio da transcrição e tradução de conteúdos e o auxílio na organização de roteiros, cronogramas e outras atividades escolares.
“O debate que desenvolvemos foi bastante rico. Os alunos se envolveram no projeto, tiveram um olhar crítico sobre o uso deste tipo de tecnologia. A conclusão que chegamos é que a IA é uma ferramenta valiosa, que traz inúmeras possibilidades, mas seu uso deve ser consciente e com orientação”, relatou a POED, Érica Dario.
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Com informações da Prefeitura de São Paulo




