Antes da crise no Golfo Pérsico, cerca de um terço do comércio mundial de fertilizantes passava pelo corredor marítimo, que tem sido bloqueado por forças militares do Irã e Estados Unidos.
De acordo com o Diretor Executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos, Jorge Moreira da Silva, a ONU estabeleceu uma força-tarefa que viabilize a passagem de fertilizantes e matérias-primas, como ureia, enxofre e amônia, para evitar uma crise humanitária de produção de alimentos.
Alguns dos países que já são altamente vulneráveis, como Sudão, Somália, Moçambique, Quênia e Sri Lanka são altamente dependentes dos fertilizantes produzidos na região. A estimativa é que a interrupção do Estreito pode levar mais 45 milhões de pessoas à fome.
Ainda segundo o diretor da ONU, a época de plantio nesses países já começou e, na maioria dos países africanos, esse período já vai terminar no mês de maio.
Caso os Estados-membros das Nações Unidas cheguem a um acordo, enquanto o Estreito de Ormuz estiver bloqueado, seriam necessários, pelo menos, sete dias, do ponto de vista operacional, para estabelecer um caminho excepcional de passagem para os fertilizantes.
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Com informações da Agência Brasil
