Close Menu
Jornal Comunicação AtivaJornal Comunicação Ativa
  • Alto Tietê
  • Brasil
  • Mundo
  • São Paulo

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Projeto isenta profissionais de segurança pública do Imposto de Renda

julho 11, 2026

Congresso avança na aprovação de projetos para proteção às mulheres

julho 11, 2026

CNE define regras para garantir 200 dias letivos do calendário escolar

julho 11, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Jornal Comunicação AtivaJornal Comunicação Ativa
  • Alto Tietê
  • Brasil
  • Mundo
  • São Paulo
Facebook X (Twitter) Instagram
Jornal Comunicação AtivaJornal Comunicação Ativa
Home»São Paulo - Capital»CCJ discute em audiência Serviço Família Acolhedora, programa voltado a crianças e adolescentes da capital
São Paulo - Capital

CCJ discute em audiência Serviço Família Acolhedora, programa voltado a crianças e adolescentes da capital

Comunicacao AtivaBy Comunicacao Ativadezembro 8, 2025Nenhum comentário6 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest Telegram LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Telegram Email

A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa) debateu nesta segunda-feira (8/12) o PL 1461/2025 – de autoria do Executivo. A proposta estabelece novos critérios para o cálculo do pagamento do auxílio pecuniário concedido ao SFA (Serviço Família Acolhedora). O objetivo é tornar o valor mais atrativo e compatível com as responsabilidades de cuidado e impulsionar a inclusão de crianças e adolescentes no programa.

“A proposição busca alinhar a política municipal aos mandamentos federais e constitucionais de priorização do acolhimento familiar sobre o institucional, garantindo maior efetividade social, técnica e gerencial dos recursos públicos destinados à proteção especial de crianças e adolescentes. A proposta não vai gerar aumento de impacto financeiro, pois haverá redução gradativa da despesa alocada”, afirma a Prefeitura.

Implantado por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, o Serviço Família Acolhedora oferece apoio provisório a crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por medida protetiva. A iniciativa garante a permanência em ambiente familiar até o retorno à família de origem ou extensa, ou encaminhamento para adoção. As unidades dos Creas (Centros de Referência Especializados da Assistência Social) são responsáveis por acompanhar, monitorar e avaliar o serviço, além de prestar suporte técnico às organizações parceiras.

O público-alvo inicial são crianças de 0 a 6 anos, com previsão de ampliação gradual da faixa etária para até 17 anos e 11 meses. Atualmente, o serviço funciona em quatro unidades, com capacidade total para acolher 120 crianças. Cada família recebe uma criança por vez, salvo em casos de irmãos. As decisões sobre guarda provisória são definidas pela equipe técnica, conforme avaliação individual dos casos.

O acolhimento institucional nos Saicas (Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes) e na Casa Lar tem um custo médio por pessoa/mês de R$ 8.750,53. No momento, o município acolhe 2.315 crianças e adolescentes. O Projeto de Lei propõe o reajuste do auxílio pecuniário, utilizando como indexador o SMP (Salário Mínimo Paulista), hoje em R$ 1.804,00. O texto prevê R$ 3.608,00 a crianças de 0 a 6 anos e R$ 5.142,53 a crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos.

Executivo 

A secretária da Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), Eliana Gomes, participou da Audiência Pública e defendeu o PL. Ela explicou que crianças e adolescentes precisam do afeto e carinho direcionado, condicionando ser impossível um mesmo ambiente acolher 15 pessoas no mesmo ambiente e garantir todas as condições básicas para o desenvolvimento. Eliana ainda afirmou que a fiscalização é bastante importante e existe em todos os serviços da pasta. 

“Vai ter uma alteração na norma técnica para questões de mentoria no acompanhamento da família ao acolher a criança e adolescentes pelo prazo máximo de 18 meses. Não acredito que os valores vão criar uma condição de comércio, porque há uma seleção das famílias para serem habilitadas, a partir de critérios são escolhidas. Não haverá atrativo para todo mundo se tornar uma família acolhedora, mas há um perfil”, falou a secretária. 

Eliana Gomes também apresentou dados. A chefe da pasta contou como a Secretaria responsável pelo programa estabeleceu os parâmetros para se chegar ao valor. “São cerca de 149 Saicas na cidade, aproximadamente 2.200 crianças e adolescentes abrigados. Então, temos um serviço apertado, com custo médio acima. A primeira infância é onde a pessoas será moldada, pois a criança vem fragilizada de uma situação, logo é preciso um apoio maior”.

Durante a apresentação da Smads também foi exibido o texto elaborado pela Prefeitura. Meiry Ellen de Souza Nascimento indicou os benefícios do serviço de acolhimento à família acolhedora, como o atendimento personalizado e os vínculos afetivos mais próximos, estáveis e protetivos. Ainda estão contemplados na proposta maior convivência comunitária, tempo de acolhimento mais curto, melhores índices de desenvolvimento e menor exposição a riscos. Para a cidade, o Executivo estima que o PL vai trazer uma otimização da equipe técnica, além da redução do tempo de acolhimento.

Participação popular

Para a pesquisadora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Jane Valente, o projeto é importante para direcionar um olhar à política pública de acolhimento de crianças e adolescentes em São Paulo. No entanto, de acordo com ela, é necessário abordar a questão dos valores. “Um aumento muito significativo para o SFA trazendo um alerta de que o modelo não existe sem o serviço. Se o serviço não for visto como um todo e seja aperfeiçoado, só o dinheiro não dá conta. É um recurso importante e precisa ser aplicado de forma ampliada visando qualificar. Nenhuma família acolhedora recebendo recursos consegue trabalhar bem sem apoio”. 

Ligia Mafei, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, entende que o programa deve ser, sim, uma modalidade prioritária, assim como outros modelos de acolhimentos. Mafei também considera fundamental se ater a outras preocupações. “A conclusão do parecer orçamentário e de impacto financeiro que consta na justificativa nos traz uma situação completamente irreal. Não vai ser possível transferir todas as crianças e adolescentes, então não entendo a descontinuidade do serviço e quando falam em gerar economia de R$ 112 milhões. Precisamos entender a política como um todo”, ponderou a coordenadora do núcleo da Infância e Juventude do órgão.   

Raul Araújo, presidente IBDCRIA (Instituto Brasileiro de Direito da Criança e Adolescente), relatou preocupações sobre o texto apresentado. “Ele deve vir junto de um conjunto de políticas que garantam a convivência familiar e comunitária. Desde o apoio da família de origem, com recursos e equipes que faltam na cidade, como outras políticas de apoio à família. Já o serviço de acolhimento, por exemplo, quando uma criança encontrada não vai para uma família acolhedora, deve ir para um serviço de acolhimento institucional”.

Vereadores

Os parlamentares Sandra Santana (MDB), Ana Carolina Oliveira (PODE), Janaina Paschoal (PP), Luana Alves (PSOL) e Marina Bragante (REDE) se manifestaram durante o encontro. 

Presidente da CCJ, Sandra Santana conduziu o debate. Ela entende que o PL tem a condição de transformar o modelo na cidade. “Está integralmente interligado com a Constituição Federal e o ECA [Estatuto da Criança e Adolescente] ao prezar pelo acolhimento familiar. Nós sabemos que crianças e adolescentes em situação de acolhimento familiar têm melhor desenvolvimento social, cognitivo e emocional. Agora, isso só vai funcionar se houver supervisão contínua, equipe multidisciplinar adequada, acompanhamentos sistemático e psicológico”.

Já a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude, Ana Carolina Oliveira, questionou principalmente a fiscalização da matéria. A vereadora pediu explicações da pasta responsável. “Preocupação quanto aos cuidados e fiscalização das crianças, pois tenho medo de que os valores propostos virem um comércio e a situação dos vulneráveis seja comercializada. Precisamos entender os pontos para se chegar nesses valores e olhar as crianças e adolescentes como um ser de direito, tudo o que necessitam”.

A Audiência Pública pode ser vista aqui.

 

source
Com informações da Câmara Municipal de São Paulo

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Relacionado

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Comunicacao Ativa
  • Website

Related Posts

Julho Verde: Câmara apoia campanha de combate ao câncer de cabeça e pescoço

julho 10, 2026

Balanço do 1º semestre: Comissão de Política Urbana debate mobilidade, requalificação urbana, proteção às mulheres e fiscalização de ruídos

julho 9, 2026

Últimos dias para se inscrever no Prêmio Anastácia de Forró 2026

julho 9, 2026

Câmara Municipal de São Paulo e a legislatura interrompida

julho 9, 2026

Glossário CMSP: O que é ementa?

julho 9, 2026

Comissão de Finanças encerra 1º semestre com debates sobre LDO, obras, desapropriações e metas fiscais

julho 8, 2026

Deixe uma respostaCancelar resposta

Advertisement
.
.
Posts recentes
  • Projeto isenta profissionais de segurança pública do Imposto de Renda julho 11, 2026
  • Congresso avança na aprovação de projetos para proteção às mulheres julho 11, 2026
  • CNE define regras para garantir 200 dias letivos do calendário escolar julho 11, 2026
  • Reparos na ponte próxima ao Mercado de Peixe inicia nesta sexta-feira,10 julho 11, 2026
  • Comissão aprova ações de conscientização contra a adultização infantil julho 11, 2026
  • Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro julho 11, 2026
  • 5 espaços culturais com programação para as férias de julho em São Paulo julho 11, 2026
  • Projeto exige transparência em preços parcelados e proíbe cobranças ocultas julho 11, 2026
  • Jornais americanos pedem à justiça sanções contra criadora do ChatGPT julho 11, 2026
  • Câmara pode votar projeto que regulamenta uso de câmeras de reconhecimento facial julho 11, 2026
© 2026 Jornal Comunicação Ativa - Todos os direitos reservados!.
  • Alto Tietê
  • Brasil
  • Mundo
  • São Paulo

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

imunify-bot-check
%d