Em fevereiro, ocorreu um grande incêndio no revestimento externo da estrutura de aço construída para evitar a liberação radioativa do reator destruído num acidente de 1986, e considerado o pior acidente nuclear da história. Quando o reator da central de Chernobyl, a 100 km de Kiev, explodiu, contaminando três quartos da Europa, principalmente Ucrânia, Rússia e Bielorrússia. Na época, 350 mil pessoas foram deslocadas e a saúde de milhares, afetada pelo acidente.
Segundo a agência, hoje o local está sem capacidade de confinamento. Entretanto, não houve danos permanentes às estruturas e ao sistema de monitoramento. O diretor da agência, Rafael Grossi, disse que foram realizados reparos limitados, mas ainda é necessária a restauração para garantir a segurança nuclear a longo prazo. Já foram gastos mais de 21 milhões de euros, ou seja, mais de R$ 130 milhões para tentar garantir a segurança do local.
Além de uma equipe permanente no complexo de Chernobyl, outra equipe da Agência Internacional de Energia Atômica percorre a Ucrânia para avaliar o estado de mais de 10 subestações de transformação e transmissão de energia. Até o próximo dia 12 de dezembro, essas equipes vão avaliar os danos e revisar o reparo no fornecimento de energia usada para resfriar os reatores nucleares. Nas visitas anteriores, já havia sido detectada a degradação da rede e problemas na infraestrutura. Apesar da guerra, três usinas nucleares ainda estão em operação na Ucrânia.
source
Com informações da Agência Brasil
