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O Instituto Ambiental Salva Vidas – IASV, é uma organização de direito privado sem fins lucrativos, que desenvolvem suas atividades a muito anos em Santo e em Guarujá, dentre todos os objetivos e finalidades do IASV, o foco sempre foi poder contribuir para a inclusão social, a qualidade de vida, o bem-estar mútuo e social de crianças, jovens, adultos, da família e de toda a comunidade.

Nossa missão além daquela proposta de defender e proteger o meio ambiente, primar pela educação, pelo respeito a vida, a prática esportiva e o fortalecimento e empoderamento do desenvolvimento humano, é poder contribuir efetiva e significativamente, para que a geração de hoje faça da cultura do surf, um instrumento de transformação do caráter, da cidadania e do fortalecimento dos vínculos familiares e sociais.

Todos os nossos programas, projetos e atividades, tem como foco criar oportunidades de interação, dinâmica entre pessoas, facilitação do diálogo e o enfrentamento do racismo, do preconceito e da discriminação, tanto durante a prática do surf, como nas interações sociais. Ou seja, em nossas palestras proporcionamos um ambiente respeitoso, onde todos podem participar e opinar sobre questões como: drogas, alcoolismo, acidente e afogamento no mar, responsabilidade socioambiental, preservação e proteção do meio ambiente, da fauna, da flora, do mar e dos magues, Assim como: conscientização sobre como podemos minimizar, combater ou erradicar nas inter-relações e intra-relações, condutas como, racismo, o preconceito e a discriminação.

A luta contra o racismo tem sido debatida em todos os seguimentos e setores da sociedade. Quer seja em casa, na escola, no trabalho, na faculdade, no escritório, nas redes hoteleiras, nos transportes coletivos terrestres ou aéreos ou náuticos, ou mesmo dentro dos órgãos públicos e privados. Não podemos esquecer que até mesmo onde acima de qualquer suspeita, não deveria ter resquícios de racismo, preconceito ou discriminação, tem sido palco de comportamento antissocial e lamentáveis, nas diversas manifestações e modalidades esportivas e desportivas no geral.

Bem, como estamos tratando do esporte surf, veja algumas matérias lamentáveis e tristes que, em pleno século XXI, ainda existem manifestações de racismo, preconceito e discriminação. Nesse contexto esportivo em especial, os casos de racismo e demais formas antissociais que ocorrem nos esportes em geral é conhecido de todos, como é o caso do futebol dentre outro. Mas o esporte em questão é o Surf. Veja alguns casos em especial selecionado nessa nossa matéria, sobre o cenário do Surf Vs Racismo no cenário mundial e no Brasil.

DESIGUALDADE, RACISMO E XENOFOBIA NO CONTEXTO DA PRÁTICA DE SURF EM PORTUGAL

O surf é um desporto que cuja história em Portugal tem menos de uma década, no entanto está a ser confrontado com formas de preconceito e discriminação, de xenofobia e racismo que resultam até, por vezes, em conflitos e agressões físicas. O presente estudo procurou explorar as atitudes de racismo, discriminação e xenofobia, por parte dos praticantes de surf em Portugal, bem como a sua associação com as experiências de desigualdade e com os valores sociais da tradição e do poder.

A amostra foi constituída através do método bola-de-neve e da divulgação junto de grupos de praticantes de surf. Participam no estudo 50 pessoas, na maioria homens (n = 36; 72%), com idades entre os 19 e os 59 anos (M = 32.50; DP = 10.34). A maioria concluiu o ensino secundário e metade a licenciatura. Os resultados das análises preliminares que exploraram as associações entre experiência e percepção de desigualdade, valores e racismo, revelaram um padrão expetável de associação entre as variáveis. Verificou-se que a valorização do poder e da tradição está associada a níveis mais elevados de racismo.

O mesmo se verifica em relação à perceção de ameaça positivamente associada com as duas formas de racismo. Os resultados revelam ainda que a experiência pessoal de desigualdade está associada e níveis superiores de racismo, ao passo que perceção de desigualdade a nível nacional parece estar, pelo contrário, associada a crenças a atitudes menos racistas. O estudo aponta ainda que o impacto da experiência de desigualdade no racismo ostensivo é ampliado nas condições de maior valorização do poder e da tradição.

Leia a matéria completa na íntegra nesse link. Fonte de pesquisa: https://recil.ulusofona.pt/server/api/core/bitstreams/6da9ba07-b958-4083-b80b-f5c2916cfdbc/content – Por: Fernando Moreira Gomes – Trabalho realizado sob orientação da Professora Doutora Joana Cabral., pela Universidade Lusófona do Porto.

ONDAS DE EXCLUSÃO E RESISTÊNCIA: A INTERSECCIONALIDADE E A LUTA DAS MULHERES NEGRAS NO SURFE BRASILEIRO

O artigo investiga as múltiplas barreiras enfrentadas por mulheres negras no surfe brasileiro, utilizando o conceito de interseccionalidade como ferramenta analítica central, com base em autoras como Lélia González, Sueli Carneiro, Kimberlé Crenshaw e Patrícia Hill Collins. A partir das trajetórias de surfistas como Nuala Costa e Érica Prado, revela-se como as opressões de gênero, raça e classe marginalizam essas atletas em um esporte historicamente dominado por homens brancos.

O estudo examina os impactos dessas barreiras no acesso ao patrocínio, na visibilidade midiática e nas oportunidades no surfe profissional, evidenciando como a estética branca e o racismo estrutural moldam a exclusão das mulheres negras. Além disso, destaca formas de resistência, como as iniciativas Todas Para o Mar e Movimento Surfistas Negras, que promovem a inclusão e desafiam desigualdades. Conclui-se que reconhecer as experiências específicas dessas mulheres é essencial para democratizar o surfe e transformar suas estruturas excludentes. A primeira seção deste artigo explora a origem do surfe e como ele se desenvolveu no Brasil, começando como uma prática nascida no Havaí e introduzida no país nos anos 1930. Na segunda seção, coloca-se o foco na inserção das mulheres no surfe brasileiro, destacando como, a partir da década de 1960, elas começaram a participar do esporte, embora enfrentando desafios e preconceitos. As mulheres negras, em particular, permaneceram invisíveis em comparação às brancas.

A interseccionalidade é apresentada na seção seguinte como a principal ferramenta analítica para entender como diferentes formas de opressão se sobrepõem e criam experiências únicas de discriminação. A seção explora como as mulheres negras, especialmente no contexto brasileiro, vivenciam opressões simultâneas que não podem ser entendidas isoladamente. A quarta seção do artigo aborda as dificuldades específicas enfrentadas pelas mulheres negras no surfe brasileiro, ressaltando como a interseccionalidade de gênero, raça e classe social influencia diretamente suas experiências no esporte, e apresenta, logo após, as formas de resistência dessas atletas, através de movimentos como a ONG Todas Para o Mar e o Movimento Surfistas Negras, que criam redes de apoio e inclusão, desafiando as estruturas racistas e patriarcais do surfe. Desta forma, o presente estudo revela como as opressões de gênero, raça e classe interagem para marginalizar essas atletas em um esporte historicamente dominado por homens brancos.

Ao mesmo tempo, exploram-se as formas de resistência criadas pelas atletas negras, por meio de iniciativas como a ONG Todas Para o Mar (TPM) e o Movimento Surfistas Negras. Esses movimentos emergem como respostas potentes ao racismo e à desigualdade de gênero no surfe, criando redes de apoio e transformando as narrativas que tradicionalmente silenciaram essas atletas. […]

As mulheres negras no surfe brasileiro: barreiras e resistência “Sempre tivemos muitas mulheres negras e nordestinas no circuito, mas essas mulheres não estavam em evidência”. Esta é uma frase de Érica Prado, em entrevista ao canal Dibradoras12 (Nina, 2023). Érica entrou para a elite do surfe nacional em 2009 e chegou a competir em algumas etapas da divisão de acesso da Liga Mundial de Surf, dedicando dez anos de sua vida à competição. Entretanto, ela enfrentou o mesmo entrave que muitas outras mulheres ainda encontram no esporte: a falta de patrocínio, o que pode ser verificado na fala ao canal mencionado:

Estou nesse meio há muitos anos. Sofri na pele com a falta de patrocínio e não entendia muito bem os motivos disso acontecer comigo e com outras meninas. Depois de anos, com meu letramento racial, fui entender de que forma o racismo afetava o universo do surf também. […] Era um assunto velado, as pessoas não falavam muito. Eu via as “Silvanas Lima” e “Titas Tavares” da vida sem patrocínio, enquanto tinham mulheres que atendiam outros padrões e estereótipos com patrocínio (Nina, 2023, s.p.).

Aplicando a interseccionalidade como ferramenta de análise à situação das atletas negras no surfe, é possível perceber que alguns marcadores sociais se sobrepõem: o gênero, a raça e a classe social. Conforme se viu, no surfe as mulheres enfrentam dificuldades relacionadas ao gênero, como menor visibilidade, patrocínios escassos e prêmios reduzidos em comparação aos homens. No entanto, quando introduzimos a questão racial, a situação se torna ainda mais complexa. As mulheres negras, em particular, enfrentam uma dupla barreira, visto que não apenas lutam contra a discriminação de gênero, comum a todas as mulheres no esporte, mas também contra o racismo que permeia tanto as dinâmicas de acesso quanto as representações culturais do esporte. Enquanto a onda feminista no surfe aborda questões de gênero, as questões de raça vêm sendo ignoradas, marginalizando as atletas negras neste esporte. Ao ser perguntada como enxerga o cenário atual do surfe em entrevista à TV Brasil, onde a maioria dos surfistas no mar são uma maioria composta por homens e algumas mulheres brancas, Érica Prado responde:

Agora o Brasil está abrindo os olhos para essa questão do racismo no surfe, porque até pouquíssimo tempo atrás, isso não era debatido, eu não dava entrevistas sobre isso, não existia um movimento como o Surfistas Negras. E agora eu vejo uma nova perspectiva. Por mais que a grande massa ainda se questione “existe racismo no Brasil?” “Existe racismo no surfe?”. Muita gente se questiona, mas só quem sofre na pele é que sabe o que de fato acontece (Viaje […], 2021, 9min 5s). As questões raciais no surfe podem ser observadas em vários aspectos, incluindo a baixa representatividade de mulheres negras nas competições, nas mídias especializadas e no marketing esportivo. A “loirização”, elucidada por Sueli Carneiro (2003), é uma realidade que também se reflete no surfe, uma vez que o padrão estético dominante no esporte é fortemente associado à branquitude, excluindo corpos e traços que fogem desse modelo e resultando em um ambiente hostil para a inclusão de mulheres negras.

Leia a matéria na íntegra nesse link. Fonte da pesquisa: https://www.scielo.br/j/mediacoes/a/FR4X4mWfDywHJZNpQxDdXmS/?lang=pt&format=pdf

Waves of Exclusion and Resistance: Intersectionality and the Struggle of Black Women in Brazilian Surfing *Maíra Tavares Eustáquio de Oliveira. 1 Resumo – Por: 1 Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento em Ciências Sociais, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCIS/PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil).

MUNDIAL DE SURF É PALCO DA LUTA DE BRASILEIROS CONTRA O PRECONCEITO

Imagem ilustrativa

Um conflito recente entre o surfista brasileiro Michael Rodrigues, 24 anos, e o surfista havaiano Tanner Hendrickson, 26 anos, trouxe a tona uma antiga discussão que rodeia o contexto do esporte: o localismo e o preconceito contra os brasileiros. O incidente ocorreu em Oahu, no Havaí, durante uma etapa do Circuito Mundial de Surfe, no início de dezembro. Momentos depois do ocorrido, Michael se pronunciou nas redes sociais e informou sua situação e alguns detalhes do episódio: A WSL logo se pronunciou e suspendeu provisoriamente as atividades do atleta havaiano na competição.

Imagem ilustrativa

Apesar de ser natural da ilha havaiana de Maui, e não Oahu, onde ocorreu a briga, o ato de Hendrickson tem sido relacionado aos modos localistas, muito recorrentes na história do surfe. Em outras palavras, é como se Hendrickson só tivesse partido para a briga porque estava em “seu território”, ou seja, teria respaldo dos outros atletas, que, por sua vez, também não vão com a cara dos brasileiros. Muitos até acreditavam que o havaiano não seria punido.

Leia a matéria completa na íntegra nesse link. Fonte da pesquisa: https://observatorioracialfutebol.com.br/mundial-de-surfe-e-palco-da-luta-de-brasileiros-contra-o-preconceito/

Publicado por  Observatório em 5 de janeiro de 2019

Conclusão

A iniciativa do IASV por intermédio do Projeto Surf Social – “Caravanas Salva Vidas”, que é patrocinado pela APS – Autoridade Portuária de Santos por intermédio também do Ministério dos Portos e Aeroportos, nos unimos para contribuir para as mudanças de paradigma, que possa proporcionar e criar um ambiente espirito desportivo com boas práticas e respeitosa conduta, onde se permite a prática do surf e demais esportes de forma justa, sem discriminação, ou qualquer forma de preconceito ou de racismo, quer por causa da raça, da cor, da religião, do gênero, ou da origem cultural.

Essa tem sido nossa meta e luta, sempre olhando o esporte como um meio de integrar e unir os povos, pessoas e a sociedade como um todo. A realização e encerramento da segunda etapa de execução do projeto, tem sido possível graças ao apoio, suporte e patrocínio dos nossos parceiros, colaboradores, que sem poupar esforços, se dedicaram na suprema glória de conduzir todo o cidadão nos caminhos dos esportes, bem como fortalecer e contribuir efetivamente em prol dessa causa social.

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