Marco Rubio havia chamado o julgamento do Supremo Tribunal Federal de “caças às bruxas” e sinalizou novas sanções contra o Brasil. Nas redes sociais, ele alegou suposta perseguição a Bolsonaro, citando diretamente o ministro Alexandre de Moraes.
Sobre as ameaças, o Ministério das Relações Exteriores diz que elas manifestam ataque à “autoridade brasileira” e ignoram “os fatos e as contundentes provas dos autos”, e que as ameaças “não intimidarão a nossa democracia”.
Nas redes sociais, a nota do Ministério das Relações Exteriores também diz que “o Poder Judiciário brasileiro julgou, com a independência que lhe assegura a Constituição de 1988, os primeiros acusados pela frustrada tentativa de golpe de Estado, que tiveram amplo direito de defesa. As instituições democráticas brasileiras deram sua resposta ao golpismo”.
O Itamaraty acrescentou que continuará defendendo “a soberania do país de agressões e tentativas de interferência, venham de onde vierem”.
Já o presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar “surpreso” com o resultado do julgamento, segundo a agência de notícias Reuters. Trump impôs a tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, citando o julgamento do ex-presidente Bolsonaro como uma das justificativas para retaliação comercial.
No fim de julho, os EUA impuseram sanções contra Alexandre de Moraes, previstas na chamada Lei Magnitsky, usada para punir supostos violadores de direitos humanos.
A condenação de Bolsonaro também repercutiu no Congresso norte-americano. Republicanos criticaram a condenação, enquanto alguns democratas publicaram carta conjunta dizendo que os EUA devem estar ao lado do povo brasileiro enquanto o Brasil começa “a seguir em frente” após ameaças à democracia. Eles citaram que o tarifaço imposto por Donald Trump é ilegal e tentar “manipular” o processo judicial.
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Com informações da Agência Brasil
