Inspiradas em Vik Muniz, crianças transformam materiais do cotidiano em arte na EMEI Jardim Premiano
Projeto também promoveu exposição para compartilhar com a comunidade escolar as produções e descobertas da turma
Publicado em: 05/11/2026 16h29 | Atualizado em: 05/11/2026
Na EMEI Jardim Premiano (DRE São Mateus), localizada no Jardim Marilu, zona leste da capital paulista, as obras do artista brasileiro Vik Muniz inspiraram as crianças a transformar materiais do cotidiano em possibilidades de criação artística, investigação e descoberta. Conhecido por criar imagens complexas e releituras de obras clássicas utilizando materiais inusitados, o artista despertou a curiosidade dos pequenos, que deram forma às próprias ideias em produções que integram uma exposição nos espaços da escola.
Desenvolvido pela professora Elaine Sadovski com a turma 7º I, o projeto partiu da proposta de ampliar o olhar das crianças para o cotidiano e descobrir novas possibilidades por meio da arte. A iniciativa começou após a apreciação de trechos do documentário Lixo Extraordinário, que apresenta o trabalho de Vik Muniz e sua relação com materiais descartados.
A partir desse contato, as crianças foram convidadas a conhecer as obras do artista, observar imagens, levantar hipóteses e investigar como materiais pouco convencionais poderiam se transformar em arte. A prática articulou expressão artística, consciência ambiental e protagonismo infantil, em diálogo com o Currículo da Cidade — Educação Infantil. Nas produções, foram utilizados materiais como folhas secas, sementes, cascas de lápis, papéis, caixas e outros elementos que ganharam novos significados por meio da criação artística.
Ao longo do percurso, os pequenos desenvolveram releituras de obras como The Bearer (Irma), Marat (Sebastião), O Menino de Açúcar, Autorretrato com Brinquedos, Flora e Mona Lisa. Inspiradas na obra Marat (Sebastião), as crianças realizaram uma releitura no tanque de areia, explorando a arte efêmera com elementos do próprio ambiente. Na atividade, o grupo decidiu representar um coração, forma que ganhou o significado de amor pelo planeta e pelo meio ambiente a partir do diálogo e das escolhas coletivas.
A apreciação da obra Flora também abriu espaço para reflexões sobre a origem dos lápis e o desperdício de recursos naturais. A partir dessas descobertas, a turma recriou uma árvore utilizando cascas de lápis que seriam descartadas, terra, sementes de alpiste, folhas secas e galhos. A experiência mostrou como materiais que normalmente seriam jogados no lixo podem ser reaproveitados e ganhar novas funções e significados.
Como culminância do projeto, as produções foram reunidas em uma exposição nos espaços da unidade, compartilhando com a comunidade escolar as experiências, descobertas e criações das crianças. A mostra valorizou não apenas os trabalhos concluídos, mas também o percurso de investigação e experimentação vivido pela turma.
A prática dialoga com o Currículo da Cidade — Educação Infantil ao valorizar as múltiplas linguagens, a exploração, a participação e a autoria das crianças. Ao integrar arte, cotidiano e natureza, o projeto contribuiu para ampliar o repertório cultural dos pequenos e estimular o olhar investigativo e a reflexão sobre a preservação ambiental.
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Com informações da Prefeitura de São Paulo
