A edição de 2026 do evento “Inclusão em Foco”reuniu cerca de 100 participantes, entre educadores, estudantes do 6º ao 9º ano, familiares e autoridades locais, e abordou temas relacionados à Educação Especial, a garantia de direitos e o respeito às diferenças.
A abertura contou com a participação do psicólogo Ricardo Falleiros, técnico da Assistência Social municipal e representante do CRAS Oeste, acompanhado da psicóloga Valquíria Mota. Ex-integrante da comunidade escolar, Falleiros destacou a importância do trabalho em rede para viabilizar o atendimento às necessidades dos estudantes e de suas famílias.
“A inclusão não acontece apenas da porta da escola para dentro. A Educação e a Assistência Social caminham juntas em Ubatuba para fortalecer vínculos e garantir direitos. Enquanto a escola foca no desenvolvimento pedagógico, o CRAS oferece o suporte necessário para que as famílias e os estudantes se sintam pertencentes e acolhidos no território”, afirmou o psicólogo.
O CRAS atua na proteção social básica, com ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, à prevenção de situações de vulnerabilidade e ao acesso a direitos. “Nesse trabalho, a articulação com escolas e outros serviços públicos permite identificar demandas, orientar famílias e contribuir para que crianças e adolescentes tenham acesso à rede de proteção social”, pontuou a coordenadora do Cras Oeste, Kelly do Prado.
A programação incluiu apresentações culturais dos alunos, exibição do vídeo Incluarte, entrega de certificados aos estudantes atendidos pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) e homenagens aos professores e familiares. O encerramento contou com a apresentação da música “Trem Bala”, com interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Intersetorial
O trabalho em parceria entre o Cras Oeste e a Educação vem dando resultados positivos. Somente este ano, foram desenvolvidas diversas ações preventivas nas unidades escolares da região, destacando-se o ciclo de palestras do Maio Laranja, focado no combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil (alcançando mais de 500 estudantes em escolas como EM Maestro Pedro, EM Silvino Teixeira Leite, E.E. Profª Idalina do Amaral Graça e E.E. Maria Alice), e os ciclos de palestras e rodas de conversa do Setembro Amarelo, voltados à conscientização sobre saúde mental, prevenção do suicídio e inclusão social. “Essas atividades fortalecem a proteção social do território, aliando a garantia dos direitos de crianças e adolescentes ao acompanhamento das condicionalidades do CadÚnico, à prevenção do uso de substâncias e à busca ativa para combater a evasão escolar”, finalizou Kelly.
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Com informações da Prefeitura de Guarujá
