Anúncios
Anúncios..

Semana da Matemática leva estudantes a investigar o entorno de escola do Butantã 

Atividades envolveram estudantes do 1º ao 9º ano em experiências que uniram matemática, arte, tecnologia e cotidiano 

Publicado em: 17/09/2026 15h29 | Atualizado em: 17/09/2026
Mapas, medições, gráficos, jogos, desafios, produções artísticas e imagens aéreas do entorno da escola fizeram parte da Semana da Matemática realizada pela EMEF Francisco Rebolo, da Diretoria Regional de Educação Butantã, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. Com o tema “Matemática do Território: medir, contar e transformar o lugar que habitamos”, a programação envolveu estudantes do 1º ao 9º ano e educadores de diferentes áreas, tendo como inspiração o centenário de nascimento do geógrafo brasileiro Milton Santos.  

A pergunta que orientou as atividades foi: como a Matemática pode ajudar os estudantes a compreender melhor o território e imaginar maneiras de transformá-lo? A partir dela, a escola desenvolveu propostas que relacionam os conhecimentos matemáticos às experiências dos estudantes e aos espaços que fazem parte de seu cotidiano.  

Uma experiência construída coletivamente  

A Semana da Matemática mobilizou professores de diferentes componentes curriculares, coordenação pedagógica, equipe gestora, estagiários, auxiliares técnicos de educação e demais profissionais da unidade. Para viabilizar a programação, a escola reorganizou horários, espaços, materiais e percursos das turmas.  

O eixo do território deu unidade às atividades, mas cada educador teve liberdade para desenvolver propostas de acordo com seu componente curricular e as características das turmas. Assim, os estudantes puderam experimentar diferentes formas de aprender Matemática, por meio de jogos, manipulação de materiais, medições, cálculos, representações, desenhos, comparações, experimentações e argumentações.  

Entre as atividades realizadas estiveram propostas como “Dinheiro na mão é vendaval”, “Jogo, História e Matemática”, Mancala, “Meu bairro em gráficos”, “Decifre o século”, Math Escape Room, produção de croquis, construção de sólidos geométricos e relações entre geometria e arte abstrata.  

Também fizeram parte da programação atividades como “17 sílabas para pensar o Território”, “Estatísticas do Território” e “Território Ideal”, além de diferentes jogos, oficinas, investigações e desafios elaborados pelos próprios professores.  

Do mapa ao bairro do futuro  

Uma das experiências foi a oficina “Medindo Territórios”, realizada com estudantes do 6º ano B. A atividade começou com a leitura de mapas do Morro da Lua e a localização da Vila Andrade. Em seguida, os estudantes observaram representações mais próximas do entorno da escola e conversaram sobre os espaços presentes em seus trajetos e na vida cotidiana.  

Com jornais, réguas e fitas métricas, construíram um metro quadrado, que serviu de referência para medir espaços da quadra, calcular área e perímetro e comparar estimativas com as medidas encontradas.  

A atividade terminou com a criação do “Bairro do Futuro”. Em papel quadriculado, os estudantes assumiram o papel de urbanistas e representaram territórios que gostariam de habitar, incluindo equipamentos culturais, espaços de lazer, transporte, moradias, áreas esportivas, serviços e locais de convivência.  

A proposta permitiu relacionar os conhecimentos matemáticos à observação do espaço e à reflexão sobre como os territórios podem ser planejados e transformados.  

Tecnologia para observar o território  

O encerramento da Semana da Matemática, no dia 4 de setembro, contou com uma oficina de reconhecimento do entorno da escola utilizando drones.  

Na atividade, a tecnologia foi utilizada como ferramenta de investigação. A partir das imagens aéreas, os estudantes puderam observar a escola e os espaços do entorno sob uma perspectiva diferente daquela vivenciada diariamente.  

As imagens possibilitaram identificar formas geométricas presentes nas construções, vias, quadras e outros espaços, além de comparar tamanhos e distâncias e observar como o território está organizado e ocupado.  

A experiência também permitiu confrontar hipóteses levantadas pelos estudantes durante as atividades realizadas ao longo da semana. Mapas, medições, estimativas, desenhos e outras representações puderam ser retomados e comparados com as imagens produzidas pelo drone.  

Matemática para ler o mundo  

A escolha do pensamento de Milton Santos como referência para a programação buscou ampliar a compreensão dos estudantes sobre o território como espaço vivido, formado não apenas por elementos físicos, mas também por trajetos, relações, identidades, serviços, acessos e diferentes experiências.  

A proposta dialoga com a realidade da própria comunidade escolar. Embora esteja localizada na Vila Andrade, a EMEF Francisco Rebolo recebe estudantes que vivem também no Morro da Lua, Morro do Puma e em outras localidades da região.  

Nesse contexto, conteúdos como distância, área, escala, proporção, gráficos, mapas e estatísticas foram trabalhados como ferramentas para observar e interpretar a realidade. Os estudantes foram convidados a relacionar os dados matemáticos às experiências do território e a utilizá-los para construir representações e argumentos.  

Como parte desse percurso, cada estudante recebeu um Passaporte da Semana da Matemática, utilizado para registrar as atividades realizadas, descobertas, impressões sobre as oficinas e avaliações sobre o próprio percurso.  

Experiência compartilhada na Jornada Pedagógica  

No dia 2 de setembro, representantes da equipe gestora apresentaram a experiência da escola durante a Jornada Pedagógica do Ensino Fundamental, realizada no CEU Paraisópolis.  

O diretor Leandro Alves dos Santos e as coordenadoras pedagógicas Maria Lucia Simões Valentim, a Mallu, e Regina Aparecida Paulos Lyrio apresentaram o relato “Matemática para ler o mundo: uma escola inteira construindo outras formas de ensinar e aprender”.  

Durante a apresentação, a equipe compartilhou as estratégias utilizadas para articular diferentes componentes curriculares e ampliar as possibilidades de aprendizagem dos estudantes. A experiência também destacou a autoria dos professores, o trabalho da coordenação pedagógica, a organização da gestão e a participação dos estudantes.  

A escola realizou a primeira edição da iniciativa em 2025, quando buscou ampliar as formas de aproximação dos estudantes com a Matemática por meio de jogos, desafios, problemas e diferentes experiências. Em 2026, a proposta avançou para uma perspectiva investigativa, tendo o território como eixo articulador das atividades.  

Aprendizagens que continuam  

Além das experiências desenvolvidas durante a programação, a escola pretende analisar os registros produzidos pelos estudantes e pelos educadores para identificar os conhecimentos matemáticos mobilizados nas diferentes propostas e compreender como essas experiências podem contribuir para as práticas desenvolvidas no cotidiano escolar.  

A Semana da Matemática mostrou diferentes possibilidades de aproximar os conteúdos curriculares das experiências vividas pelos estudantes, utilizando o território como ponto de partida para investigar, representar, questionar e compreender a realidade.  

Ao transformar espaços conhecidos em objetos de investigação, a iniciativa criou situações em que a Matemática deixou de aparecer apenas como conteúdo a ser aprendido e passou a ser também uma ferramenta para ler, interpretar e pensar sobre o mundo. 

Fique por dentro das notícias da Rede Municipal de Ensino.


source
Com informações da Prefeitura de São Paulo

Share.

Deixe uma respostaCancelar resposta

Exit mobile version