Pesquisadores de Stanford conhecem a Rede Municipal de São Paulo
Visita promove intercâmbio de experiências e destaca práticas das políticas de educação especial e inclusiva
Publicado em: 11/06/2026 12h47 | Atualizado em: 11/06/2026
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford visitou a cidade de São Paulo nos dias 8 e 9 de junho para conhecer a Rede Municipal de Ensino e trocar experiências no campo da Educação Especial. A comitiva foi formada pelos pesquisadores Chris Lemons, Lakshmi Balasubramanian e Nicole Handerson.
As visitas aconteceram por meio de uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo, o Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (CONSEC) e a Universidade de Stanford, localizada na Califórnia, Estados Unidos. Os encontros e visitas tiveram como objetivo dar visibilidade às ações relacionadas à Política Paulistana de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
Em um primeiro momento, o Secretário Municipal de Educação, Fernando Padula, e a Secretária Executiva Pedagógica, Maria Sílvia Bacila, com o apoio da Divisão de Educação Especial (DIEE), apresentaram à equipe de pesquisadores um panorama das políticas e ações desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino.
“As ações são articuladas à formação continuada dos profissionais da educação, com iniciativas intersetoriais voltadas à promoção da acessibilidade, da equidade e da garantia do direito à aprendizagem para todos os estudantes”, destacou o Secretário Municipal de Educação, Fernando Padula.
Durante os dois dias, os pesquisadores conheceram unidades educacionais da da capital, incluindo a EMEBS Helen Keller e a EMEF Bernardo O’Higgins no primeiro dia de visita, e o CIEJA Campo Limpo e o CEU Capão Redondo no segundo, com visitas à EMEI, ao Polo Bilíngue para Surdos da EMEF José Saramago e aos demais espaços educacionais.
Entre as vivências pedagógicas acompanhadas, destacaram-se ações de inclusão com Jovens e Adultos (EJA), aulas de libras, atividades com a participação de estagiária do Programa Aprender Sem Limite e a observação de salas comuns que contam com Atendimento Educacional Especializado (AEE) na educação infantil. Os pesquisadores puderam conhecer como as diferentes etapas da educação básica implementam práticas voltadas à educação inclusiva.
Durante a visita aos espaços do CEU Capão Redondo, os pesquisadores também foram entrevistados pelos estudantes do Programa Imprensa Jovem. O momento foi marcado pela promoção da inclusão e da acessibilidade, uma vez que as perguntas foram realizadas em Libras pelos estudantes do Polo Bilíngue para Surdos, traduzidas para a Língua Portuguesa por um intérprete de Libras e, posteriormente, para o inglês, permitindo a comunicação com os pesquisadores. A dinâmica garantiu a participação efetiva de todos os estudantes e evidenciou, na prática, os princípios da Política Paulistana de Educação Especial.
Educação Especial na Rede Municipal de Ensino
A Educação Especial no município é organizada na perspectiva da educação inclusiva, garantindo o acesso, a participação, a permanência e a aprendizagem de estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Altas Habilidades ou Superdotação.
Entre as principais estratégias adotadas pela rede está o Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco na eliminação de barreiras e na promoção da acessibilidade pedagógica. A rede também conta com Salas de Recursos Multifuncionais, atendimento colaborativo e itinerante, além da atuação dos Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAIs), Professores de Atendimento Educacional Especializado (PAEEs), Professores de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (PAAIs) e Núcleos Multidisciplinares.
Além disso, a rede conta com a atuação de estagiários do Programa Aprender Sem Limite, que busca aprimorar a qualidade da educação, da aprendizagem e do desenvolvimento dos estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Altas Habilidades/Superdotação matriculados na Rede Municipal de Ensino de São Paulo.
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Com informações da Prefeitura de São Paulo
