A retirada dos resíduos é realizada diariamente por meio de um barco que navega ao longo dos 25 quilômetros de extensão do Pinheiros. Após a coleta, os detritos são levados para um local chamado “área de rebaixo” (onde são depositados para secar) e, depois, colocados em caçambas e encaminhados para aterro sanitário.
O Rio Pinheiros é dividido em dois canais: superior (15 km) e inferior (10 km). O primeiro começa na Usina de Pedreira, perto da represa Billings, e segue até a Usina São Paulo (antiga Usina de Traição), localizada ao lado da estação Vila Olímpia de trem e no encontro da Avenida dos Bandeirantes com a Marginal Pinheiros. Já o canal inferior se estende da Usina São Paulo até o encontro com o Rio Tietê, na Estrutura de Retiro (próximo ao acesso para a Rodovia Castello Branco). As remoções acontecem nos canais com o auxílio de sete barcos.
LEIA TAMBÉM: Em um mês, remoção de lixo do rio Pinheiros chega a 7 mil toneladas, a um custo de R$ 17 milhões
Toda essa poluição difusa (que pode vir de diferentes lugares) chega ao rio por meio das chuvas, que acabam arrastando a sujeira jogada nas ruas até a bacia do Pinheiros, ou por ação humana com o lançamento do lixo direto no rio. Jaguaré, Itaim Bibi, Morumbi, Guarapiranga, Vila Olímpia, Panamby e Capão Redondo são alguns dos bairros próximos ao afluente de onde podem vir os detritos.
“É imprescindível reforçar a importância da colaboração da sociedade para a ação de despoluição do rio Pinheiros. Medidas simples como a realização do descarte adequado do lixo são essenciais à manutenção da limpeza do rio. A retirada do lixo flutuante traz impactos positivos para toda a comunidade e a fauna e a flora do rio e seu entorno”, afirmou Camila Viana, subsecretária de Saneamento e Recursos Hídricos da pasta.
Entre os detritos campões de retiradas estão garrafas pet, isopor (marmitas, por exemplo) e brinquedos (como bolas e bonecas). Objetos com volume maior também são vistos com frequência, como sofás e colchões. Coletas inusitadas estão mochilas, capacetes e bicicletas.
LEIA TAMBÉM: Lixômetro: SP investe R$ 115 milhões para retirar lixo flutuante do Rio Pinheiros
Lixômetro
Lançado em setembro, na semana do Dia do Tietê (22/9), em parceria com a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), o “Lixômetro” exibe o alto volume de materiais retirados do canal e o dinheiro público utilizado para realizar a limpeza do lixo superficial. O equipamento fica próximo à Casa Conectada, localizada no Parque Bruno Covas.
A coleta é realizada por meio do Programa IntegraTietê, que tem como objetivo promover ações com foco na recuperação do mais importante rio paulista e seus afluentes.
IntegraTietê
Programa realizado em parceria com a SP Águas (antigo DAEE), Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e Sabesp. Desde 2023 até agosto, foram retirados 1,7 milhão de metros cúbicos de sedimentos por meio do programa, volume equivalente à carga de 121 mil caminhões basculantes. Se esses caminhões fossem enfileirados, alcançariam uma distância de 1.200 km – mais do que uma viagem entre São Paulo e Porto Alegre.
source
Com informações do Governo de São Paulo
