O evento marcou o início da residência artística internacional “Shifting Shores”, que reúne artistas, cientistas e comunidades costeiras em torno das transformações climáticas e ecológicas das zonas litorâneas. As atividades iniciais ocorreram na Base Clarimundo de Jesus, em Ubatuba, com o “Ocean Edge”, espaço de diálogo entre práticas artísticas e pesquisas científicas. Em seguida, o grupo participou da Oficina de Algicultura – Ciência e Arte, promovida com o Instituto de Pesca (APTA) e a comunidade caiçara da Barra Seca, conduzida por Eusébio Higino de Oliveira, o “Seu Gino”.
Durante as oficinas, foram discutidos temas relacionados à sustentabilidade marinha, ao uso de tecnologias locais e à integração entre ciência, arte e saberes tradicionais. A programação também incluiu dinâmicas colaborativas e debates sobre práticas regenerativas para ambientes costeiros, com a presença das artistas Licida Vidal, Letícia Ramos e Alberta Whittle.
“Foi um privilégio participar desse evento, porque foram dias muito intensos de troca. Essas conexões com pessoas de diferentes países, unidas no desejo de juntar arte e ciência, principalmente no meio ambiente, mostram como surgem novas maneiras de pensar o cuidado com o planeta. A arte, quando vem com esse olhar sensível, misturado ao rigor da pesquisa científica, faz a gente deslumbrar futuros mais sustentáveis e humanos”, comentou a coordenadora de Arte, Adriana Dias.
Ela também ressaltou que os temas abordados estão alinhados ao currículo municipal. “Para a Secretaria de Educação, a grande importância é que tudo o que foi debatido dialoga com o nosso currículo. O Instituto Oceanográfico está cada vez mais próximo da educação. O Laboratório de Arte e Ciência Oceânica (LACO) já é parceiro e agora estamos estreitando um convênio para que futuramente professores recebam formação e alunos possam realizar visitas, o que ainda não havia acontecido. Aquele espaço sempre foi uma ilha dentro da cidade, e agora essa aproximação se concretiza”, acrescentou Adriana.
O evento integra o conjunto de ações da Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano e consolida uma rede global de cooperação entre arte, ciência e comunidades costeiras.
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Com informações da Prefeitura de Guarujá
