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A partir deste sábado, 14 de junho, a feira da Praça BIP, em Ubatuba, terá a estreia do projeto “Xêpa – Literatura na Feira”, que leva livros e leitura para o coração da vida cotidiana da cidade. A proposta é simples, mas poderosa: montar um espaço acolhedor em meio às barracas da feira livre, com livros de autores negros e indígenas, almofadas, tatames, cadeiras e uma tenda convidativa para todos que queiram parar, ler ou ouvir histórias.

Criado pelo educador e mediador de leitura Venício Toledo, o projeto se propõe a tirar o livro do espaço escolar ou formal e inseri-lo no cotidiano da população, democratizando o acesso à literatura de qualidade e valorizando vozes historicamente marginalizadas.

“A presença da leitura em um espaço não convencional incentiva a curiosidade, fortalece o hábito de leitura e aproxima o livro do cotidiano das pessoas”, explica Toledo.

A proposta é simples, mas poderosa: em um espaço acolhedor em meio às barracas da feira livre, estarão disponíveis livros de autores negros e indígenas. Os presentes poderão se acomodar nas almofadas, tatames, cadeiras em uma tenda para quem desejar parar, ler ou ouvir histórias.

Além do espaço físico, a ação conta com mediadores capacitados para interagir com o público, criar conexões afetivas com os livros e tornar o ambiente ainda mais acessível e humano. Os encontros acontecem todos os sábados, das 9h às 12h, até 2 de agosto.

“É uma honra ver a feira livre de Ubatuba, um espaço tão simbólico e querido da cidade, também se tornar palco de valorização da literatura e da cultura de matriz africana e indígena. O projeto Xêpa mostra que a arte pode e deve estar presente no dia a dia das pessoas, especialmente nos ambientes onde a comunidade se encontra e se reconhece”, destacou o secretário de Agricultura e Pesca, Leandro Herrera.

Programação

14/06

9h às 12h – Mediação de Leitura

11h – Oficina de Abayomi- com Bethânia Souza

21/06

9h às 12h – Mediação de Leitura

11h – Contação de Histórias Nós de Axé – com Bethânia Souza

28/06  

9h às 12h – Mediação de Leitura

05/07

9h às 12h – Mediação de Leitura

11h – Contação de Histórias Adebumi, meu verdadeiro nome – com Rosa Luz

12/07

9h às 12h – Mediação de Leitura

11h – Contação de Histórias Que história é essa? – com Palhaço Piléquinho

19/07

9h às 12h – Mediação de Leitura

26/07

9h às 12h – Mediação de Leitura

11h – Contação de Histórias Celebração do Milho – com Bruna Amado

02/08

9h às 12h – Mediação de Leitura

10h30 – Sarau de Encerramento

Formação antirracista e contações de histórias

O projeto também prevê ações formativas, como a oficina baseada no livro Como ser um educador antirracista, de Bárbara Carine, voltada às coordenadoras pedagógicas da rede pública municipal. A atividade busca fortalecer a aplicação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tratam do ensino da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.

Outro destaque são as contações de histórias com artistas convidados, iniciando no dia 21 de junho com Bethânia Souza, seguida por apresentações de Rosa Luz, Palhaço Piléquinho e Bruna Amado, trazendo narrativas inspiradas nas culturas afro-indígenas e populares.

Resistência e reconstrução

O projeto marca também a celebração dos 10 anos do projeto “Livro, A Janela da Alma”, idealizado por Venício em 2015 no Acre. Após um incêndio em 2022 que destruiu todo o acervo de 200 livros, estrutura e bens pessoais de sua família, Venício retorna agora com nova força e apoio da comunidade:

“É uma grande celebração de uma trajetória marcada por resistência, amor aos livros e impacto positivo em tantas vidas”, afirma emocionado.

Apoios e parcerias

A iniciativa é viabilizada pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, via FundArt, e conta com apoio de empreendedores locais e coletivos culturais como Maré Cozinha Biodiversa, Made in Gaia, Editora Boitempo, Mazza Edições, Impact Hub Ubatuba, entre outros.

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Com informações da Prefeitura de Guarujá

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