O conteúdo do e-mail enviado de forma coletiva a todas as parlamentares é de extrema gravidade e inaceitável sob qualquer circunstância. Com teor misógino, racista e capacitista, as mensagens representam uma tentativa clara de intimidação e violência contra mulheres que exercem sua função pública de forma legítima e democrática.
A violência política de gênero é um fenômeno crescente e preocupante no Brasil, e se expressa de diferentes formas — simbólica, psicológica, moral, física ou institucional —, sempre com o objetivo de constranger, restringir ou impedir a atuação política de mulheres. Esses ataques, muitas vezes organizados e disseminados em ambientes digitais, comprometem não apenas a integridade das parlamentares, mas também os próprios valores da democracia representativa.
A Procuradoria da Mulher reafirma sua solidariedade a todas as deputadas estaduais atingidas por essas ameaças, bem como o compromisso desta Casa com o combate à violência política de gênero em todas as suas formas.
Esperamos que as autoridades competentes conduzam a devida investigação com celeridade, para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados conforme a legislação vigente. Não podemos naturalizar intimidações que atentam contra os direitos políticos de mulheres e contra a ordem democrática.
Por fim, a Procuradoria da Mulher reforça seu papel de zelar pela proteção, promoção e defesa dos direitos das vereadoras paulistanas e de todas as mulheres que atuam na política institucional, reafirmando a importância de ambientes políticos seguros, respeitosos e plurais.
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Com informações da Câmara Municipal de São Paulo
